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Produções de Profissionais da Seed: Teses (10)


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Categoria: História Teses
Fazer Download agora! Os sertões e o deserto: imagens da ‘nacionalização’ dos índios no Brasil e na Argentina ... Popular Versão: PDF
Atualização:  24/10/2013
Descrição:
ROCA, Andrea Claudia M.

O presente trabalho identifica e analisa as imagens ‘nacionalizadas’ sobre os indígenas dos atuais territórios brasileiros e argentinos, a partir de dois conjuntos iconográficos elaborados pelo artista-viajante alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858) em ambos os países. Estabelecendo uma leitura comparativa, os capítulos estão organizados com o propósito de traçar um percurso entre as condições de aparecimento e realização de tais conjuntos, na primeira metade do século XIX, e as posteriores trajetórias e definições sociais destas obras até aos nossos dias. As imagens são abordadas enquanto portadoras de relações sociais, antes do que em sua condição de referentes empíricos; tornadas objetos-meios de pesquisa, através delas se constroem os contextos pelos quais evidenciar, nessas imagens, a participação de atores sociais, esquemas ideológicos e projetos políticos concretos, demonstrando-se as condições que tornaram possível visualizar a realização das imagens de ‘os índios do sertão brasileiro’ e ‘os índios do deserto argentino’. Sustentando-se, portanto, que elas albergam e reproduzem parte das dinâmicas sócio-políticas envolvidas na produção de uma determinada identidade indígena e do lugar do índio nos projetos de nação destes países, naturalizando tratamentos sobre a diferença social, argumenta-se então que seu valor documental reside, principalmente, em sua capacidade para nos aproximar a tais dinâmicas. Tomando distância das leituras estetizantes e documentais (científicas ou históricas) geralmente exercidas até ao momento sobre estas obras, estabelece-se então a necessidade de abordá-las em sua condição de produtos coloniais, desde o momento em que as dinâmicas que elas documentam se enquadraram em diferentes ordens de dominação cultural, que interpretaram o indígena como objeto de pensamento e de intervenção política.

Downloads 17239  17239  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma Museu Nacional/UFRJ  Site http://www.museunacional.ufrj.br/
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora! O Tesouro brasileiro – Democracia: uma construção popular Popular Versão: PDF
Atualização:  24/10/2013
Descrição:
LEE, Kyu Yeon

O presente trabalho trata das classes populares, dos movimentos sociais e da democracia no período compreendido entre 1974-1984, tendo como objetivo principal analisar as maneiras pelas quais as classes populares, através dos movimentos sociais, puderam superar a tradição política autoritária e, mais especificamente, conseguíram imprimir sua marca na "transição democrática" imposta pelo regime militar. Para tal, o trabalho desenvolve-se nos cinco capítulos. Primeiro capítulo é uma parte teórica onde a democracia é entendida como um processo simultâneo de democratização da chamada sociedade política e de ampliação dos espaços públicos na sociedade civil. Segundo capítulo trata-se do tempo longo da história política brasileira no qual observa-se permanente exclusão das classes populares não só da vida social e econômica mas sobretudo do processo político. E os últimos três capítulos são interpretações sobre o acontecimento, ou seja, o surgimento das classes populares na cena política, através dos movimentos sociais. No terceiro capítulo compreende-se que, os movimentos sociais permitíram às classes populares o aprendizado político de se reunir, debater e construir sua visão do mundo, ampliando espaços públicos na sociedade civil. No quarto capítulo as análises dos discursos dos movimentos sociais desmentem seu suposto apoliticimo, demonstrando que eles foram intrinsecamente políticos e democráticos, exatamente porque reivindicaram uma nova maneira de fazer política – democracia de base – e produzíram novas temáticas. O último capítulo trata-se das maneiras pelas quais os movimentos sociais contribuíram para a democratização da sociedade política. Os movimentos sociais, nesta análise, empenharam-se em um duplo processo de democratização: por um lado, um processo de conquista e consolidação de práticas, espaços e organizações democráticas na sociedade política e, por outro, um processo de ampliação e multiplicação das esferas públicas autônomas nas quais formam-se as opiniões públicas.

Palavras-chave: Classes populares. Movimentos sociais. Democracia.

Downloads 8094  8094  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGH - UFSC  Site http://ppghistoria.ufsc.br/
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora! O arquiteto social: Sêneca e a construção de modelos para a sociedade romana  Popular Versão: PDF
Atualização:  21/10/2013
Descrição:
EHRHARDT, Marcos L.

Este trabalho tem por objetivo discutir a construção de um modelo de homem romano a partir dos escritos de Lucius Seneca. Evidenciamos neste trabalho a possibilidade de forjar um modelo proposto por ele para o príncipe, o cidadão e o filósofo. O autor viveu no primeiro século depois de Cristo e durante uma parte de sua vida, esteve atrelado ao poder na condução do principado romano, quando era preceptor de Nero. Ao mesmo tempo, ele almeja responder às muitas inquietações da sociedade romana, pois o momento mostra-se como um tempo de procurar conciliar a unidade do principado dentro de uma ampla diversidade, num período de conquistas e expansões territoriais. Para a construção de um modelo ou de modelos, Sêneca se utilizou os exempla, e estes, se atrelam a um gênero amplamente utilizado e divulgado na Antiguidade: a Historia magistra vitae. Nas reflexões de Sêneca, existem inúmeros exemplos de ações, acontecimentos e personagens de épocas anteriores que podem e, para o autor, devem ser aprendidos e praticados (ou rejeitados) na vida pública e privada, por um leitor predisposto a constituir-se como um sujeito ético, virtuoso, dotado de humanitas. Assim, a perspectiva da Historia magistra vitae, presta-se a servir de ensinamento às diversas épocas da história. A história como mestra da vida ensina e guia a vida do homem romano e Sêneca utiliza-se constantemente desse recurso em seus escritos. Ao seu modo, Sêneca relaciona-se com o passado romano e o utiliza no presente. A história serve de modelo ao escritor, ao mesmo tempo em que o escritor Sêneca, se coloca como modelo para sua época e para épocas vindouras.

Palavras-chave: Sêneca. Modelo. Principado. Historia magistra vitae.

Downloads 7842  7842  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PGHIS - UFPR  Site http://www.humanas.ufpr.br/portal/historiapos/?lang=pt
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora!A árvore e o fruto: a promoção dos intelectuais no século XIX Popular Versão: PDF
Atualização:  21/10/2013
Descrição:
ANDRADE, Débora El-Jaick

Esta tese propõe-se a investigar a formação do campo literário no Brasil no período regencial até as primeiras décadas do Segundo Reinado. Parte da trajetória de quatro dos mais consagrados escritores do Império, Manuel de Araújo Porto Alegre, Domingos José Gonçalves de Magalhães, Joaquim Manuel de Macedo e Gonçalves Dias, para perceber as relações estabelecidas dentro do campo literário, a relação com outros campos em formação, com o Estado e com a classe dirigente imperial. Eles dedicaram-se a efetivar a independência cultural do Brasil, empenhando-se em organizar a cultura a partir das agências do Estado e de instituições por ele criadas ou mantidas. Esses escritores atuaram no jornalismo literário, nas principais revistas do período, a revista Niterói (1836), a Minerva Brasiliense (1843-1845) e o Guanabara (1849-1855), participando da promoção da literatura e principalmente dos literatos, poetas, artistas e eruditos. Esta promoção compreendia, sobretudo, a construção da autoimagem do escritor, que se destinava a mudar a mentalidade da sociedade em relação aos poetas e artistas e poder integrá-los definitivamente à classe dirigente. Através das revistas, discursos, cartas e obras compreende-se sua visão de mundo, seu projeto para a sociedade e para o homem, ligado ao movimento intelectual do Romantismo.

Palavras-chave: Intelectuais. Organização da Cultura. Campo Literário. Brasil Imperial.

Downloads 6953  6953  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGH - UFF  Site http://www.historia.uff.br/stricto/
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora! A contribuição de Andrés Torres Queruga: uma releitura moderna do cristianismo Popular Versão: PDF
Atualização:  21/10/2013
Descrição:
COSTA, Juarez A.

Esta tese mostra que as mudanças culturais proporcionadas pela modernidade possibilitaram uma crise no cristianismo. Andrés Torres Queiruga descortina na modernidade uma consequência das principais virtudes do cristianismo, indicando horizontes para o diálogo entre cristianismo e modernidade, contribuindo para uma releitura e reinterpretação moderna dessa religião para que ela possa se manter firme e contextualizada na sua proposta.

Palavras-chave: Cristianismo. Modernidade. Catolicismo. Repensar.

Downloads 6098  6098  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma CRE - PUC/SP  Site http://www.pucsp.br/pos-graduacao/mestrado-e-doutorado/ciencias-da-religiao
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora!"Nós não somos de origem": Populares de ascendência açoriana e africana numa freguesia do Sul  Popular Versão: PDF
Atualização:  21/10/2013
Descrição:
FERREIRA, Sérgio L.

O presente trabalho faz uma história cultural a partir dos dados demográficos da freguesia de Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida (atual Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, SC). A população desta freguesia foi constituída basicamente por açorianos e africanos. O comportamento demográfico e cultural da população livre no século XVIII era muito semelhante à matriz demográfica dos Açores no período. Ao longo do século XIX esta população foi se afastando dessa matriz açoriana e se "abrasileirando", a ponto de chegar ao final do século XIX sem lembrar mais de sua ascendência açoriana. No século XX esta população se proclamará "sem origem". No final do século XX, o movimento de valorização da açorianidade precisou buscar nos documentos esta ascendência que a memória já tinha esquecido. Por outro lado, estes mesmos documentos também revelaram que a presença africana não foi tão insignificante como a historiografia tradicional tem apregoado. Aos descendentes de africanos não se perguntará se têm origem, a cor de sua pele os colocam entre os descendentes de escravos, tenham sido seus antepassados escravos ou não. A origem que se lhes atribui é o cativeiro, não uma origem étnica ou geográfica. No entanto, assim como os descendentes de açorianos, os descendentes de africanos não serão considerados como "de origem", o que os coloca no rol dos "sem origem" ao lado dos descendentes de açorianos.

Palavras-chave: Açorianos. Africanos. História demográfica. Identidade.

Downloads 5854  5854  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGH - UFSC  Site http://ppghistoria.ufsc.br/
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora!Nazismo tropical? O partido Nazista no Brasil Popular Versão: PDF
Atualização:  24/10/2013
Descrição:
DIETRICH, Ana Maria

O partido nazista no Brasil (1928-1938) estava inserido em uma rede de filiais deste partido instaladas em 83 países do mundo e comandadas pela Organização do Partido Nazista no Exterior, cuja sede era em Berlim. O grupo instalado no Brasil teve a maior célula fora da Alemanha com 2900 integrantes sendo estruturado de acordo com regras e diretrizes do modelo organizacional do III Reich.

Palavras-chave: Alemanha. Brasil. II Guerra Mundial. Nazismo. Partido Nazista.

Downloads 5412  5412  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGHS - USP  Site http://historia.fflch.usp.br/posgraduacao/hs
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora!Entre histórias, fotografias e objetos: imigração italiana e memórias de mulheres Popular Versão: PDF
Atualização:  23/10/2013
Descrição:
PEREIRA, Syrléa Marques

Este trabalho busca analisar a história da “grande migração italiana” para o Brasil, ocorrida entre 1870 e 1920, a partir da transferência de um grupo de famílias da aldeia de Oneta, localizada na região da Toscana, para o distrito de Nossa Senhora do Amparo, no estado do Rio de Janeiro, e posteriormente na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. O processo migratório foi reconstruído especialmente por meio da memória de mulheres brasileiras e italianas que exercem a função de guardiãs da memória familiar, privilegiando-se um suporte de memória: as chamadas caixinhas de lembrança. Nelas, fotografias e pequenos objetos pessoais foram por elas colecionados e conservados através do tempo, compondo uma narrativa. Tais relíquias familiares, pelo fato de terem pertencido ou retratarem seus antepassados, apontam a origem peninsular desses imigrantes e conectam a aldeia de Oneta ao Brasil. O argumento central defendido na tese é o de que a identidade italiana entre os descendentes brasileiros é construída no solo do mundo privado/íntimo, para posteriormente se projetar no universo do público. A prática memorial se assenta no trabalho desenvolvido pelas mulheres que, durante encontros familiares, exibem suas caixinhas de lembranças e narram histórias sobre o deslocamento de seus antepassados para o Brasil, atualizando continuamente a memória do grupo familiar e unindo as duas pontas envolvidas no processo migratório.

Palavras-chave: Deslocamentos transnacionais. Imigração italiana. Mulheres. Memória familiar. Objetos.

Downloads 5098  5098  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGH - UFF  Site http://www.historia.uff.br/stricto/
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora!Imagens do candomblé e da umbanda: etnicidade e religião no cinema brasileiro nos anos 1970 Popular Versão: PDF
Atualização:  23/10/2013
Descrição:
SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas F.

A tese que se apresenta visa mostrar as diferentes disputas que se formaram ao redor das imagens do Candomblé e da Umbanda no cinema brasileiro dos anos 1970. Identificamos as instituições que forneceram sentido aos filmes e os principais debates culturais que se constituíram na relação da sociedade brasileira com as imagens das chamadas "religiões populares". Observamos que o campo cinematográfico partiu de sua tradição de reflexão sobre o nacional e o popular e começou a constituir clivagens nas identidades brasileiras quando propôs fazer filmes que contemplassem os "valores populares". Naquele período ocorreu uma mudança no foco da identidade nacional, antes tida como homogênea, e que seria fraturada em múltiplas facetas. Os filmes que mostravam a Umbanda e o Candomblé, as "religiões populares", se constituíram em conflagrações e disputas pela afirmação da etnicidade e da nacionalidade no Brasil setentista. Começou a emergir uma nova etnicidade, uma etnicização das imagens cinematográficas advinda das fraturas identitárias produzidas no debate cultural brasileiro. Nossa pesquisa acompanha os diversos agenciamentos que os filmes realizaram, bem como as maneiras como foram agenciados por membros do campo cinematográfico, tais como cineastas e críticos de cinema, e membros de outros campos sociais, como antropólogos, ativistas de movimentos sociais e outros críticos culturais. Observamos pela análise de cinco películas (O Amuleto de Ogum, Tendas dos Milagres, Cordão de Ouro, A Força de Xangô, Prova de Fogo) como a etnicidade e a religiosidade se aproximavam e se distanciavam.

Palavras-chave: Religião Afro-brasileira. Cinema Brasileiro. História e Cinema. Etnicidade.

Downloads 5088  5088  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGH - UFF  Site http://www.historia.uff.br/stricto/
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Categoria: História Teses
Fazer Download agora!Um ritmo espontâneo: o organicismo em Raízes do Brasil e Caminhos e Fronteiras, de Sérgio Buarque  Popular Versão: PDF
Atualização:  24/10/2013
Descrição:
EUGÊNIO, João Kennedy

Há uma fonte comum a Raízes do Brasil e Caminhos e fronteiras: o organicismo, com seus tópicos característicos: senso de realidade e aversão a fantasias ou programas; crescimento espontâneo, a partir das próprias forças do organismo cultural; adaptabilidade ou plasticidade;singularidade cultural, isto é, a consideração da tradição e da identidade de um povo; cultura como totalidade dotada de um "filtro" que atua nas trocas culturais. Nos dois livros há um trecho-síntese da concepção organicista de cultura, que permanece praticamente idêntico nos trinta anos que vão da primeira edição de Raízes do Brasil (1936) à edição de Caminhos e fronteiras (1957). Mas há diferenças entre as narrativas. Raízes do Brasil possui um movimento textual feito de oposições – de matrizes rivais: organicismo x sociologia no nível médio das seções, filosofia da vida x sociologia no nível micro dos tópicos. As referências principais são: Weber, na sociologia; Klages, Simmel e Heráclito, na filosofia da vida; Simmel e Aristóteles no organicismo. Sérgio Buarque delineia um organicismo que integra a noção de forma (princípio de individuação) e ritmo (o curso do mundo). Sérgio Buarque compreende vida e história como feitas de oposições em equilíbrio e deseja que a cultura brasileira combine raízes e inovações, tradição e experimentação. Como os organismos vivos, que crescem segundo uma lei interna, mas adaptando-se à realidade envolvente, a cultura precisa se realizar segundo um padrão intrínseco, mas adaptando-se ao contexto geral; ela precisa entrelaçar tradição cultural e modernidade, Volkgeist e Zeitgeist, physis (caráter) e nomos (norma), espírito e vida, em um acordo de antagonismos que seria a lei da vida. Em 1948 publicou-se a segunda edição de Raízes do Brasil, com acréscimos e reformulações. Entre as mudanças está a emergência do viés político progressista. O organicismo sofre uma atenuação plausível: o ensaio é um organismo que cresce e se adapta às novas circunstâncias; realiza em si o que propõe para o Brasil. E as mudanças se integram na economia do contraponto que rege o ensaio: antagonismos em equilíbrio. Mas é preciso reconhecer que a partir de 1948 o ânimo de Sérgio Buarque muda quanto ao organcismo, que ele critica em vários artigos, de forma injusta e exagerada. Em Raízes do Brasil a concepção "orgânica" deparava com um obstáculo: os brasileiros teimavam em agir de forma não adaptativa, renegavam sua tradição histórica e contradiziam na prática o postulado do ensaio de que toda cultura só absorve de outras os traços que são compatíveis com os seus quadros de vida. Já em Caminhos e fronteiras, se as marcas do organicismo são menos visíveis, o organicismo lá é inteiro (sem matriz rival), amplo e sereno. Desviando o olhar da história do Brasil como um todo, Sérgio Buarque vê a realização do crescimento orgânico e da adaptação à realidade na história de São Paulo, sem os dilemas que marcaram a sociedade brasileira do latifúndio monocultor escravista. Nesse livro Sérgio Buarque faz história de inspiração antropológica e isto já revela um traço do organicismo – afinal as raízes da antropologia cultural se ligam à noção aristotélica de forma como princípio de individuação e à valorização das coisas particulares como dotadas de teleologia (princípio de crescimento) própria. Em Caminhos e fronteiras a pesquisa disciplinada e a narrativa histórica são guiadas pela imaginação "orgânica": os tópicos característicos (crescimento orgânico, adaptação à realidade, singularidade cultural) estão por toda parte e os capítulos compõem um tácito argumento organicista. Mais que um erudito livro de história, Caminhos e fronteiras é uma intervenção velada no debate sobre a história do Brasil e as vias de acesso à modernidade.

Palavras-chave: Historiografia. Organicismo. Lebensphilosophie. Contraponto. Forma orgânica. Sérgio Buarque de Holanda.

Downloads 4323  4323  Tamanho do arquivo 0 bytes  Plataforma PPGH - UFF  Site http://www.historia.uff.br/stricto/
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