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Categoria: Pedagogia Teses Produções de Profissionais da Seed: Teses
Fazer Download agora!Formação Permanente de Professores de Química da EJA na Perspectiva Dialógico_problematizadora Freir Versão: PDF
Atualização:  30/1/2019
Descrição:
LAMBACH, Marcelo

Esta pesquisa de doutorado versa sobre a formação permanente de professores de química do ensino médio que atuam na Educação de Jovens e Adultos. Nela é realizada a investigação das possibilidades, dos avanços e das dificuldades da formação permanente fundamentada nos princípios dialógico-problematizadores anunciados por Paulo Freire; e verificada se a formação nessa concepção contribui para possíveis mudanças na forma de conceber o ensino de química para alunos da EJA, implicando em mudanças metodológicas. Além dos fundamentos freireanos, esta pesquisa também utiliza a epistemologia de Ludwik Fleck como referencial analítico para elucidar como se organiza o conhecimento e como ele se dissemina e se transforma a partir das categorias: Estilo de Pensamento, Coletivos de Pensamento, Circulação Inter e Intracoletiva de Ideias, Complicações no Estilo de Pensamento. Analisa, ainda, como elemento empírico da pesquisa, um curso de extensão universitária ministrado para professores de química da EJA que atuam na rede pública estadual do Paraná. O curso foi organizado a partir do referencial freireano e das pesquisas realizadas, sobretudo, por Antônio F. Gouvêa da Silva, apresentadas em sua tese defendida, intitulada “A construção do currículo na perspectiva popular crítica das falas significativas às práticas contextualizadas”, na qual ele analisa a orientação da formação docente realizada em distintas redes públicas da educação municipal e/ou estadual no Brasil. Nesse momento empírico da tese, os professores participantes do curso tiveram que realizar o estudo da realidade local com os alunos da EJA, investigar falas, propor temas geradores, elaborar aulas na perspectiva dialógico-problematizadora e desenvolvê-las com os alunos da EJA. Para a análise, é utilizado como corpus os materiais produzidos pelos participantes durante o curso, os registros dos professores em diário de bordo, os registros do pesquisador, a gravação em vídeo das apresentações das aulas desenvolvidas nas escolas e o grupo focal sobre a formação desenvolvida. A partir da Análise Textual Discursiva dos materiais, são apontados os possíveis avanços em relação à formação permanente de professores, sejam eles os dialógicos, os metodológicos, os epistemológicos, os político-pedagógicos; assim como os limites, sendo eles os estruturais, os organizacionais, os procedimentais, os conceituais, os dialogais e os do orientador da formação permanente para professores de química da EJA, organizada a partir da concepção dialógico-problematizadora freireana. Como conclusão, são apresentadas algumas propostas para superar tais limites, pensando na sua factibilidade, tendo em vista os problemas estruturais que a escola vivencia.

Palavras-chave: Formação permanente. Formação em serviço. Formação docente. Ensino de Química. Educação de jovens e adultos. EJA. Paulo Freire. Ludwik Fleck.

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Fazer Download agora!Habilidades Cognitivas e Metacognição do Aluno com Altas Habilidades/Superdotação na Resolução de Pr Versão: PDF
Atualização:  30/1/2019
Descrição:
MACHADO, Járci Maria

Objetivou-se nesta pesquisa identificar as estratégias cognitivas e metacognitivas utilizadas na resolução de situações problema de matemática de um aluno com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), matematicamente talentoso, que frequenta o 6.º ano da Educação Básica. O pressuposto deste estudo é que alunos com AH/SD alcançam precocemente o pensamento hipotético dedutivo, próprio do estádio operatório-formal de Piaget. Encontra-se o pressuposto desta pesquisa fundamentado na Epistemologia Genética de Jean Piaget, nos estudos de Sternberg & Davidson (1985) e na teoria de Joseph Renzulli (1986), quando esta aborda o superdotado acadêmico. Trata-se de um estudo qualitativo na modalidade de estudo de caso. A seleção do aluno iniciou com a aplicação de dez problemas específicos de lógica, e um questionário individual para 20 alunos com AH/SD que frequentam uma Sala de Recursos para alunos com AH/SD de uma escola da rede pública de
ensino no município de Curitiba, PR. Dos 20 alunos que iniciaram este estudo, cinco atingiram o número de acertos exigidos no teste de lógica. Destes cinco alunos, apenas um seguiu com a pesquisa, por ser o mais jovem do grupo. Com este aluno foram trabalhadas atividades de matemática, buscando compreender, através de questionamentos realizados pela pesquisadora, os processos cognitivos e metacognitivos envolvidos na resolução dos exercícios. Ficou evidenciado que o aluno utilizou-se das seguintes estratégias cognitivas: identificação do tipo de problema, encontrando as ideias principais do enunciado e realizando os cálculos, regulação da sua ação através do pensar para resolver, dedução a partir de hipóteses, não somente através de uma observação do real. Quanto às estratégias metacognitivas, o aluno fez uso do pensar sobre seus pensamentos e da autorregulação, verificou se os objetivos foram atingidos nas atividades através da comparação dos processos e resultados, identificando as etapas do seu raciocínio. Utilizou-se do pensamento dedutivo ao resolver os problemas, fazendo uso da representação mental dos símbolos aritméticos, definindo as estratégias mais adequadas para sua resolução, formulando proposições e operando sobre elas. Esta forma de pensamento envolve uma dificuldade e um trabalho mental muito maior que o pensamento concreto, demonstrando estar no estádio operatório-formal antes da idade (12/15a) cronológica prevista na epistemologia genética de Piaget. O estudo sugere a possibilidade de desenvolvimento de uma espécie de intuição intelectual em pessoas com Altas Habilidades/Superdotação.

Palavras-chave: Piaget. Cognição. Metacognição. Operatório-formal. Altas Habilidades/Superdotação.

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Fazer Download agora!O Desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista: Considerações a partir de Piaget Popular Versão: PDF
Atualização:  31/10/2017
Descrição:
PIECZARKA, Thiciane

A presente pesquisa é qualitativa, de caráter exploratório, que busca investigar o desenvolvimento de alunos com Transtorno do Espectro Autista a partir da teoria piagetiana e das pesquisas empíricas sobre o autismo. A compreensão e o estabelecimento de relações entre a teoria do desenvolvimento cognitivo de Piaget e o desenvolvimento autista pode permitir o entendimento de possibilidades de aprendizagem na perspectiva educacional. Partindo da premissa de que a manifestação do autismo é heterogênea, foi realizado um estudo empírico em escola especial de atendimento a indivíduos com Transtorno do Espectro Autista. O método clínico piagetiano norteou a coleta e análise de dados. Primeiramente foi realizado um grupo focal com professoras experientes para a percepção dos aspectos que elas consideram fundamentais no desenvolvimento e aprendizagem dos educandos autistas. Após essa percepção, foi feita a seleção de dois autistas, um com autismo grave e outro com autismo moderado (definido pelo CARS), para acompanhamento sistemático em ambiente escolar. Como fontes de informação desses participantes, foram realizadas entrevistas a partir do método clínico com suas mães, professoras e uma atendente, bem como diário de observação de campo. Os dados coletados evidenciam como aspecto fundamental a socialização para avanços no desenvolvimento e na aprendizagem de indivíduos com autismo, principalmente na interação entre professor-aluno, sendo sempre permeada pela afetividade. Quanto aos alunos acompanhados, ambos demonstram características fundamentais na perspectiva do processo de desenvolvimento e aprendizagem dentro de uma visão integrada entre aspectos afetivos, cognitivos e sociais, própria da perspectiva piagetiana. Ambos apresentam o aspecto visual como mais evidente na exploração do mundo e, em consequência, a imitação é um determinante na sua aprendizagem, seja ela de cunho acadêmico, lúdico ou social. Ambos demonstram aprendizagem social, dentre as quais, algumas imitações de comportamentos. Quanto à construção do conhecimento, ambos demonstram a construção de um pensamento representativo, um voltado para a ludicidade, e o outro voltado para a construção de um conhecimento acadêmico. Essas características apresentam estreita relação com a teoria piagetiana por compreender que o pensamento representativo se dá pela imitação, jogo simbólico e representação cognitiva. Ao relacionar esses aspectos com o observado compreende-se ser esse um caminho que pode trazer potencialidades significativas de desenvolvimento e aprendizagem de indivíduos com transtorno do espectro autista. Além disso, os interesses que autistas apresentam para determinados objetos devem ser considerados como a energia necessária ao desenvolvimento, que é de cunho afetivo. Assim, compreende-se que há evidência de aproximações teóricas possíveis quanto à integração dos aspectos sociais, cognitivos e afetivos evidenciados pelas pesquisas sobre o autismo e a teoria piagetiana. A compreensão desses aspectos de uma maneira integrada e em desenvolvimento contínuo permite avançar para um olhar produtivo no atendimento a esses alunos.

Palavras-chave: Autismo. Transtorno do Espectro Autista. Desenvolvimento. Aprendizagem. Piaget. TEA.

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Fazer Download agora!O Direito à Educação Infantil do Campo no Município de Pinhão: Ponto de Vista das Famílias Popular Versão: PDF
Atualização:  31/10/2017
Descrição:
LEINEKER, Mariulce

Este estudo tem como objetivo: entender de que modo o direito à Educação Infantil das crianças que vivem no campo no município de Pinhão-PR é percebido pelas famílias e de que maneira é cumprido pelos órgãos governamentais. Esse município localiza-se no Território Cantuquiriguaçu, estado do Paraná, e foi selecionado por ser o único município do Território com um Centro Municipal de Educação Infantil no campo. A pesquisa, de abordagem qualitativa, contempla estudo bibliográfico e documental sobre a história do Município e a história da Educação Infantil, bem como estudo de campo: entrevistas, questionários e visitas realizadas nos anos de 2015 e 2016 com a famílias que vivem no campo. Foram entrevistadas 40 mulheres que vivem no campo cujos filhos não têm acesso à Instituição de Educação Infantil e foram respondidos 21 questionários por pais de crianças que frequentam o CMEI Santa Maria. Estabeleceu-se um recorte a partir dos anos de 1980, destacando-se nessa reconstrução histórica a luta das mulheres e dos movimentos sociais para que a criança fosse contemplada na legislação, bem como a luta para que a Educação do/no Campo fosse, na prática, um direito de todos. A análise das informações recolhidas tomou como referência o conceito de território, considerando as relações sociais que se estabelecem no campo e constituem os sujeitos, para além do espaço físico, geográfico, ou seja, relações de disputa, de poder e de sobrevivência. São essas relações que explicam os diversos pontos de vista das famílias, que se assemelham em termos de condições socioeconômicas, mas que se percebem de maneiras diferenciadas pela atuação social que desempenham. As famílias cujos filhos frequentam a Educação Infantil reconhecem sua importância pelo desenvolvimento apresentado pelas crianças. Entre as famílias que não têm acesso à Educação Infantil, foi possível identificar diferentes posições: algumas manifestam a necessidade do atendimento, outras preferem manter as crianças pequenas em casa, sob os cuidados pela mãe; algumas, por não terem registro formal de trabalho, consideram que seus filhos não teriam direito à Educação Infantil. A grande maioria das mulheres entrevistadas reproduz um modelo patriarcal de submissão e não se veem como sujeitos de direitos. Da mesma forma, não reconhecem a Educação Infantil do Campo como um direito das crianças, fato esse reforçado pelo precário atendimento das políticas públicas municipais para a Educação Infantil do Campo.

Palavras-chave: Educação e infância. Políticas públicas para a educação infantil do campo. Famílias e direito à educação infantil.

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Fazer Download agora!O Programa de Formação Político-sindical e Educacional da App-Sindicato (2007-2014) e a Renovação Popular Versão: PDF
Atualização:  30/10/2017
Descrição:
FERNANDES, Donizete Aparecido

Este trabalho investiga o Programa de Formação Político-Sindical e Educacional destinado aos filiados da APP-Sindicato entre os anos 2007 e 2014. O programa nasceu em um contexto histórico marcado pela ascensão do Partido dos Trabalhadores ao poder, o que criou um paradoxo ao sindicalismo historicamente mais combativo, representado exemplarmente pela CUT, que passou a empenhar-se na efetivação dos objetivos de governo. O objeto geral da pesquisa é analisar a proposta de renovação do quadro de dirigentes da APP-Sindicato conforme proposta do Programa de Formação de 2007 a 2014. Defendemos a tese de que predomina na formação dos quadros de direção da APP-Sindicato a relação de forças existente entre as tendências e grupos políticos também existentes na CUT e no PT numa estrutura bastante burocratizada, de modo que o objetivo de formar novos quadros de dirigentes não se realiza de acordo com os objetivos propostos. Os objetivos específicos estão assim definidos: contextualizar a questão sindical tendo como referências artigos das revistas Crítica Marxista e os clássicos do marxismo; analisar o movimento sindical no Brasil tendo como recorte temporal os anos de 1980 – 1990 e inicio do século XXI; demonstrar que os Cadernos de Formação Político-Sindical e Educacional não alcançam os objetivos propostos por seu ecletismo e falta de um direcionamento teórico especifico, e que não alteram os quadros de direção da APP, que continuam a ser fornecido por tendências ou grupos internos da APP-Sindicato, fato que atribuímos à organização interna do sindicato. Ao final da investigação concluímos que, pelo menos até o presente momento, a renovação pretendida pelos cursos ainda não está se efetivando. Como principal problema, pode-se dizer que os textos de formação, que são tomados de vários autores, são fragmentados e descontextualizados e, tão grave quanto isso, apresentam tendências teóricas conflitantes entre si, além de seguirem a estrutura temática dos livros de história acadêmicos. Embora a proposta de formação almeje à formação de um pensamento crítico, a escolha dos textos e a orientação geral são fragmentárias e desarticuladas, de modo que não cumprem os objetivos.

Palavras-chave: Sindicalismo. Formação Sindical. Relação de Forças. Formação de Dirigentes e Educação.

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Fazer Download agora!Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: uma Análise Contextual da Produção da Política Popular Versão: PDF
Atualização:  30/10/2017
Descrição:
ALFERES, Márcia Alferes

Esta tese analisa a produção do PNAIC (Pacto Nacional para Alfabetização na Idade Certa) no âmbito do Governo Federal (nível macro) e como as ações do Programa são recontextualizadas por orientadoras de estudo e professoras alfabetizadoras na formação continuada (nível meso), e na sala de aula, por professoras alfabetizadoras (nível micro). Utiliza-se de conceitos da teoria de Bernstein (1996, 2003) sobre a estruturação do discurso pedagógico e processos de recontextualização, bem como de contribuições da theory of policy enactment formulada por Ball, Maguire e Braun (2016). A pesquisa tem por base um trabalho qualitativo com foco nos seguintes aspectos: a) na formação continuada de orientadoras de estudo e professoras alfabetizadoras; b) nas práticas pedagógicas de alfabetização desenvolvidas nos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental em duas escolas da rede de ensino do município de Ponta Grossa/PR. Os procedimentos de coleta de dados são: a) a análise de documentos oficiais e legais do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa; b) a observação participante na formação continuada das orientadoras de estudo e das professoras alfabetizadoras, em eventos realizados pela Secretaria Municipal de Educação e pela Coordenação do PNAIC da Universidade Estadual de Ponta Grossa; c) a observação participante de práticas pedagógicas de alfabetização no ciclo de alfabetização (1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental) em salas de aulas de duas escolas no município de Ponta Grossa/PR; d) entrevistas com: coordenadora geral do PNAIC; coordenadora local do PNAIC; formadora do PNAIC; orientadora de estudo; direção e equipe pedagógica das duas escolas da rede de ensino municipal de Ponta Grossa, Paraná; e professoras alfabetizadoras. A tese argumenta que o PNAIC possui elementos de uma pedagogia mista, com princípios dos modelos pedagógicos de competência e de desempenho. Argumenta, também, que o PNAIC é recontextualizado nas instâncias meso e micro, configurando diferentes sentidos e possibilidades no processo de enactment (colocação em ação). Os resultados da pesquisa apontam que, apesar de abrangente, necessário e relevante, o PNAIC apresenta potencialidades, limites e desafios. Algumas das potencialidades são: o PNAIC é um Programa abrangente com ações e estratégias bem definidas; possui materiais específicos para alfabetização; aproveita os materiais já existentes na escola; possibilita a participação das universidades públicas na elaboração do material e na formação dos professores; proporciona uma maior visibilidade das áreas de Geografia, Arte, História e Ciências, entre outros. Como limitações, a principal é a descontinuidade do PNAIC. Além disto, não ocorre uma prestação de contas dos investimentos realizados no Programa; não são todos os professores cursistas que permanecem no ciclo de alfabetização; os recursos financeiros não são repassados diretamente às universidades e falta um espaço democrático para debater publicamente o PNAIC, com a participação dos professores. Os desafios são: a continuidade do Programa em uma perspectiva de formação de rede; discussões sobre melhorias nas condições materiais e de trabalho dos professores; apoio pedagógico aos professores na escola, principalmente aos iniciantes; acompanhamento constante da aprendizagem dos alunos; revisão dos currículos dos cursos de formação de professores.

Palavras-chave: Alfabetização. Política educacional. PNAIC. Recontextualização.

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Fazer Download agora!Para Serem Bem-comportadas? Imagens de Mulheres em Livros Escolares de Autoria Feminina (1889 - 1945 Popular Versão: PDF
Atualização:  31/1/2019
Descrição:
NICARETA, Samara Elisama

Esta tese se fundamenta em estudos do imaginário social, semiologia e história do livro, se insere e procura contribuir no campo de pesquisa da história da educação brasileira. Tem objetivo de analisar o imaginário sobre as mulheres nos livros escolares de autoria feminina, publicados e postos em circulação no Brasil no interstício de 1889 a 1945. O levantamento de fontes realizado em acervos do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro revelou uma amostragem de 17 livros de 16 autoras, publicados no período elegido para estudo. A metodologia de análise compreendeu a leitura e releitura pormenorizada dos livros, buscando menções, termos e indícios que fizessem qualquer referência às mulheres. Para análise das imagens utilizou-se os conceitos de Barthes: studium, compreendido como a vastidão e extensão do campo da imagem; e, punctum, que apresenta a particularidade que atravessa a cena. Nos diferentes livros escolares foram encontrados mais padrões que singularidades. Os padrões impressos e expressos para a formação da mulher bem-comportada foram: mãe, menina, empregada, boneca, a mulher que deve ser protegida, seus espaços foram cozinha e o ambiente interno do lar. Estes elementos estão simbolizados em todos os livros analisados demonstrando, apesar do grande período analisado, uma continuidade na formação do imaginário social feminino. As singularidades evidenciadas envolvem as personagens protagonistas dos livros escolares posteriores a 1930: Amélia, na “Minha Cartilha” de Rachel Amazonas Sampaio (1934), Alice na “Cartilha Fácil”, de Claudina de Barros (1943) e Babá na “Nossa Cartilha”, de Helena Ribeiro São João (1944). Embora as práticas sociais evidenciassem a luta por direitos femininos, inclusive com engajamento de algumas autoras, os livros escolares apresentam a formação de um imaginário social conservador e patriarcal. Os discursos e imagens emanados nos livros escolares das autoras, no alvorecer do período republicano à Era Vargas, possuem uma identificação comum: em sua maioria foram professoras e/ou normalistas; publicaram, difundiram novas metodologias, formas de conhecimento; participaram do empreendimento de construir um novo Brasil, um país moderno, uma iniciativa de vanguarda.

Palavras-chave: Mulher. Imaginário social. Livro didático.

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Fazer Download agora!Paraná, Território de "Vocação Agrícola"?! Interiozação Curso Normal Regional (1946 - 1968) Versão: PDF
Atualização:  31/1/2019
Descrição:
FARIA, Thais Bento

Esta tese tem como objetivo historiar o Curso Normal Regional no estado do Paraná, com foco no processo de interiorização e, para tanto, pauta-se no seguinte problema de pesquisa: Quais os motivos e condicionantes da criação, institucionalização, expansão, transformação e extinção do Curso Normal Regional no Paraná? Como este curso, no interior paranaense, lidou com o desafio de formar professores para a Escola Primária Rural entre 1946 e 1968? Com um recorte temporal inerente ao objeto de pesquisa, o ano de 1946 justifica-se porque data a criação do primeiro Curso Normal Regional no Território Federal do Iguaçu, atual município de Laranjeiras do Sul, e 1968 registra os últimos vestígios de sua existência. Como recorte espacial, focaliza o estado do Paraná e, para a análise do prescrito pelo centro e do praticado pelo interior, versa sobre a interiorização do Ensino Normal, centrando-se em três Cursos Normais Regionais do norte paranaense: Londrina, Rolândia e Sertanópolis. O estudo emprega documentos escritos e iconográficos, oriundos de diversos espaços: do Arquivo Público do Paraná; do Núcleo Regional de Educação de Londrina; de acervos históricos escolares; do CD-ROM de Gonçalves (2016); da Biblioteca da Secretaria de Estado da Educação; da Biblioteca Pública do Paraná; da internet, sites e acervo pessoal de uma normalista regionalista de Londrina. Para compreender o processo histórico e a interiorização do Curso Normal Regional no estado do Paraná, foram fundamentais dois conceitos de Certeau (1998) – estratégia e tática. As inúmeras circulares, ofícios, portarias e demais documentos elaborados pela Secretaria de Educação e Cultura e/ou Serviço de Ensino Normal representam o centro, o porta-voz institucional, que tem lugar próprio, que lida de modo criativo e elabora estratégias. Na outra ponta, no interior, há o estabelecimento das táticas pelos sujeitos que estão nas Escolas Normais, os quais burlam, posicionam-se, modificam, realizam bricolagem para atender aos dilemas encontrados no cotidiano escolar. Conclui-se que, no diálogo entre centro e interior se desdobraram várias facetas estratégicas: os Cursos de Atualização e Aperfeiçoamento, as Reuniões de Diretores e outras formas de formação em serviço são percebidas como um modo de o centro chegar ao interior e vice-versa; em tempos de expansão da pedagogia escolanovista, o porta-voz autorizado do conhecimento – o livro – tinha dificuldade de chegar até o interior, em geral, não havia espaço para a biblioteca e nem livros, a estratégia encontrada foi a criação da Assistência Técnica, que produziu farto material para Escolas Normais e Cursos Normais Regionais; para outro desafio decorrente da proliferação das Escolas Normais, a estratégia foi a produção de um modelo, reconhecido pelo Serviço de Ensino Normal, que orientasse e inspecionasse as Escolas Normais, criaram-se Escolas Centro. Tendo em vista os resultados obtidos na investigação, defende-se a tese que, no diálogo entre as esferas internacional, nacional e estadual, o Paraná, compreendido como um território de “vocação agrícola”, creditou ao Curso Normal Regional (1946-1968) a função de formar o professor primário rural, elaborou uma série de estratégias e conviveu com a contrariedade entre o prescrito e o praticado.

Palavras-chave: História da educação. História da formação de professores. Educação rural. Curso normal regional. Paraná.

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Fazer Download agora!Políticas para o Trabalho dos Pedagogos na Rede Estadual de Ensino do Paraná (2004 – 2015): Intensif Versão: PDF
Atualização:  29/1/2019
Descrição:
HADDAD, Cristhyane Ramos

Esta tese apresenta estudo das políticas do Estado do Paraná para o trabalho dos pedagogos da rede estadual de ensino formuladas e implementadas no contexto de 2004 a 2015. Procurou-se responder à seguinte problemática:quais os sentidos das políticas para o trabalho dos pedagogos a partir das mudanças trazidas pela Lei Complementar nº 103/2004, a qual extinguiu o cargo de especialistas da educação e no seu lugar criou o cargo de professor pedagogo? Trata-se de pesquisa documental, que realiza análise da política consubstanciada na Lei Complementar n. 103/2004, nos Editais de Concurso n. 37/2004, 10/2007 e 17/2013 e nas Resoluções n. 5851/94, n. 3651/2000, n.1150/2002, n. 4534/2011 e n. 4008/2012 que fixam o número de pedagogos das escolas estaduais. Além destes documentos, também se recorreu a pesquisa em números do Jornal 30 de Agosto no período de 1997 a 2004.Como fonte de pesquisa bibliográfica são analisados os artigos produzidos no Programa de Desenvolvimento Educacional PDE/PR no período de 2007 a 2012 que tratam do trabalho dos pedagogos. Também foram realizadas entrevistas semiestruturadas com lideranças da APP Sindicato e com pedagogos das escolas estaduais do Núcleo de Educação de Curitiba com o objetivo de compreender a implantação dessas políticas para o trabalho de pedagogos. O método de pesquisa adotado foi o Materialismo Histórico Dialético, que possibilita captar o movimento do real nas suas múltiplas determinações, por meio das categorias da totalidade, contradição, mediação e luta de classes. Recorreu-se à análise do contexto histórico , caracterizado pela expansão da gerência toyotista do trabalho, das reformas educacionais, considerando-se, as trajetórias disputadas da elaboração das Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia. Defende-se a tese que a política em pauta, no que diz respeito ao Plano de Carreira do Professor da Educação Básica do Paraná conteve avanços na medida em que passou a considerar os pedagogos como professores e dessa forma garantiu a esses profissionais direitos como a aposentadoria aos 25 anos e a exigência do curso de Pedagogia para a participação em concursos públicos para as vagas de pedagogos nas escolas estaduais. No entanto, considerando a política em toda a sua extensão, e como foi implementada, no contexto histórico das políticas neoliberais, implicou para os pedagogos em trabalho intensificado, estranhado e burocratizado. Contudo, apesar deste desiderato, na contradição, foi possível constatar trabalho de mediação do ensino-aprendizagem realizado pelos pedagogos. O trabalho associado é apontado nessa tese como possibilidade de emancipação humana e superação das atuais condições do trabalho. Objetiva-se, assim contribuir para os debates já em curso no campo do trabalho de professores e para a formulação e implementação de políticas que reafirmem a importância do trabalho do pedagogo na escola pública de maneira a superar dificuldades apontadas nas análises nessa tese.

Palavras-chave: Políticas do estado do Paraná.Trabalho de pedagogos. Intensificação. Alienação. Burocracia.

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Fazer Download agora!Práticas de Leitura nas Escolas Itinerantes do Paraná Versão: PDF
Atualização:  29/1/2019
Descrição:
OLIVEIRA, Daniela Carla de

Tese de doutorado sobre as práticas de leitura nas Escolas Itinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Estado do Paraná, Brasil. Utiliza como metodologia dois questionários destinados aos coordenadores pedagógicos das Escolas Itinerantes e aos educadores que lecionam nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Médio, totalizando, 40 indivíduos participantes da pesquisa e nove escolas. Desenvolvida no período de 2011 a 2014. Objetiva identificar as concepções e as práticas de leitura realizadas na Educação Básica da Escola Itinerante que migraram para o acampamento e as práticas de leitura no acampamento que migraram para a escola, observando as relações estabelecidas, a partir da leitura, na escola e no acampamento. Parte de estudo exploratório voltado às Escolas do Campo, localizadas em áreas de assentamento e acampamento da Reforma Agrária do MST no Paraná. Apresenta um resgate histórico acerca das Escolas Itinerantes e discorre sobre seus aspectos políticos e pedagógicos. Evidencia aspectos reveladores do processo de luta pela escola e pela educação, a organização político-pedagógica e as reflexões que têm produzido sobre a implementação dos Ciclos de Formação Humana e dos Complexos de Estudo. Destaca o processo de formação dos educadores e os aprendizados e desafios vivenciados nesse novo “jeito” de fazer escola no/do campo. Analisa a produção acadêmica sobre Educação do Campo, políticas públicas e experiências escolares geradas, organizadas e implementadas pelos e nos Movimentos Sociais Populares do Campo. Apresenta referencial teórico fundamentado na leitura sob a perspectiva crítica da leitura para a emancipação do sujeito. Analisa os resultados acerca de concepções e estratégias de leitura, biblioteca e acervo e outros elementos que ajudaram a compreender o processo de leitura na Escola Itinerante a partir de quatro categorias: o educador e sua relação com a leitura; a formação dos educadores para estimular a leitura; as condições de ocorrência de práticas da leitura e o significado da leitura na escola e no acampamento.. Defende que a construção dos saberes e das práticas escolares, como a prática de leitura, no contexto da Escola Itinerante, cercado por incertezas, pressões sociais, políticas e econômicas se dá a partir das práticas sociais – luta pela terra, pela educação e pela escola – realizadas no cotidiano do Movimento.

Palavras-chave: Escola itinerante. Práticas de leitura. Leitura. Movimentos sociais populares. Escola no/do Campo. MST.

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