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Categoria: Geografia Dissertações
Fazer Download agora!Produção familiar e crédito rural em Ibiporã - PR Popular Versão: 
Atualização:  5/9/2013
Descrição:
MARTINS, Geraldo Batista Martins

Estuda-se a produção familiar e suas relações com o crédito rural, fundamentado em revisão bibliográfica e na realidade da região de abrangência das comunidades: Abóboras, Boa Esperança, Fartura, Guaraní e Três Figueiras, em Ibiporã, no Norte do Paraná. É uma pesquisa qualitativa fundamentada em entrevistas com 29 produtores familiares, de um conjunto de 190, que compõe 80% do total de estabelecimentos das comunidades. Identifica-se a produção familiar, onde gestão, trabalho, meios de produção e terra, mantêm, com a família, vínculos estreitos e o assalariamento é secundário. Registrou-se no território pesquisado a predominância da atividade cafeeira até meados da década de 70, possibilitando o estabelecimento de muitos produtores familiares. O café, de produção artesanal, ciclo vegetativo perene, demandador de grande quantidade de mão de obra, é substituído pela soja, uma monocultura de ciclo sazonal, cultivo mecanizado, que diminui as ocupações agrícolas, a demanda por força de trabalho e o número de estabelecimentos. A oleaginosa se torna a principal cultura, atingindo a maioria dos produtores familiares. Diferente da cafeicultura, cujo sistema de produção possibilita melhor aproveitamento e enriquecimento dos recursos internos aos estabelecimentos, a soja demanda intenso uso de insumos agrícolas, exigindo a cada novo ciclo a necessidade de reposição de sementes, fertilizantes, agrotóxicos, combustível, além de inversões eventuais em máquinas, benfeitorias e outras tecnologias. Aumenta-se a necessidade de adiantamento de capital, financiado pelo crédito rural. Os produtores tornam-se consumidores de produtos industrializados e fornecedores de matéria-prima e, a agricultura, dependente e subordinada à indústria e aos bancos. O Sistema Nacional de Crédito Rural - SNCR viabiliza a modernização da agricultura, financiando a adoção da base técnica, e garantindo um mercado permanente para os complexos agroindustriais, a montante e a jusante das unidades de produção agrícola. Entre os entrevistados registra-se as seguintes estatísticas: 69% são sojicultores, e a cultura ocupa 67,5% destes estabelecimentos; 48,3% dos produtores são usuários do crédito rural; e 41,4% utilizam financiamentos para o custeio da soja. Os rendeiros, os parceiros e os produtores menos estruturados, não acessam estes créditos, e buscam os recursos para a produção na iniciativa privada. Os dados revelam a concentração dos financiamentos para a produção da commodity, e o caráter seletivo do crédito rural, refletindo a diferenciação interna destes produtores. Verifica-se, também, uma maior variedade de produção nos 32,5% de área remanescente não ocupada pela soja, destacando-se milho, trigo, café, olericultura, fruticultura, avicultura entre outras produções, comerciais, de subsistência e de preservação ambiental, não apoiadas pelo crédito rural, revelando o potencial e a resistência destas unidades de produção.

Palavras-chave: Geografia agrícola. Produção familiar - Geografia agrícola. Crédito rural - Geografia agrícola.

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