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Categoria: Sociologia Dissertações
Fazer Download agora!Preso, prisăo e reabilitaçăo : a visăo das assistentes sociais do departamento penite Popular Versão: 
Atualização:  16/8/2013
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SHELLA, Julia Alves Ferreira

Resumo: O presente trabalho origina-se de uma experiência anterior de estudo sobre prisões. No momento em que trabalhei o tema conversão religiosa em uma unidade penal fui percebendo outras relações estabelecidas dentro desse universo. A que mais me chamou a atenção foi a figura da assistente social como central no processo de reabilitação. Essa posição tornou-se ainda mais evidente quando acessei os regimentos internos das unidades penais onde as competências das assistentes sociais relacionam-se exclusivamente ao bem estar do preso e à sua reabilitação. Essa expressão reabilitar ou ressocializar implica em preparar o individuo para o mundo externo à prisão sem levar em consideração um processo de ressocialização inverso, qual seja, socializar no universo prisional. Isso parte do pressuposto de que não houve uma socialização no mundo livre. Tal questão torna-se importante se considerarmos a origem desse individuo “não socializado”, que pode-se dizer é excluído duplamente. Uma vez ele é marginalizado por um Estado de bem-estar que não cumpre sua função e é criminalizado por estar à margem da sociedade (o que não implica que este individuo seja criminoso). Ao pensarmos prisão como um aparelho punitivo cruel – já que pensar no sentido contrario é inviável ao analisarmos o que de fato é prisão – temos que inevitavelmente refletir sobre o seu significado dentro de um estado excludente. A prisão em sua origem aparece com intuito de penitenciar, gerar arrependimento. Hoje, no caso brasileiro, ela aprece como resposta ao crescimento da violência – ou ainda, ao crescimento de universo criminalizável. Dessa forma torna-se necessário que estudos sejam feitos e escolher trabalhar com a questão da reabilitação é fundamental pois este aspecto está justamente na contradição colocada por esse aparelho punitivo: como reabilitar, mantendo o individuo preso? Como prepará-lo para a vida livre? E para responder essas perguntas é que os informantes deste trabalho são as assistentes sociais, centrais, num primeiro momento, nesse processo. A conclusão que chegamos é que essas profissionais não acreditam na reabilitação e nem se consideram centrais nesse processo. E a falta de crença na reabilitação não se deve à ineficácia da prisão em si ou à ineficácia do serviço social mas sim à falta de apoio estatal ao sistema prisional e aos recursos humanos que nele atuam.

Palavras-chave: Prisão. Reabilitação. Serviço-social.

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