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Fazer Download agora!Narrativas autobiográficas de mulheres que (con)vivem com o HIV: identidades sociais de gênero  Popular Versão: PDF
Atualização:  15/2/2017
Descrição:
OLIVEIRA , Linite Adma de


Este trabalho assume a identidade compreendida como um processo de produção simbólica e discursiva (SILVA, 2014) através de práticas e interações sociais. A pesquisa teve como justificativa o silenciamento histórico em relação à construção identitária da mulher, a qual, nas relações de poder, é deixada aquém. Assim, os discursos expressos são entendidos como inscritos em práticas diversas. Os objetivos da pesquisa são: conhecer as experiências de vida das mulheres participantes da pesquisa antes de conviverem com o HIV; entender o processo de reconstrução da identidade social feminina a partir das experiências vividas na convivência com o HIV e reconhecer as possibilidades futuras e perspectivas reveladas como ressignificação de uma identidade social de gênero na convivência com o HIV. A pesquisa foi embasada nos referenciais teóricos de identidades sociais de gênero e nos teóricos da linguística aplicada. Na compreensão da identidade de gênero respaldei-me em Louro (2009), Butler (2003) e Pinto (2009), enquanto que Borba (2008, 2010) e Norton (2010) foram tomados como referenciais teóricos para questões de identidade, gênero no contexto do HIV. A pesquisa também teve como base teórica os estudos de linguagem e análise crítica do discurso de Van Dijk (2008) e Fairclough (2001, 2008) como alguns dos autores. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa narrativa, a qual se caracteriza como metodologia e método de investigação. O espaço tridimensional (CLANDININ; CONNELLY, 2000) foi o que norteou a geração de dados - narrativas autobiográficas de mulheres que vivem ou convivem com o HIV. Os resultados obtidos nas narrativas apontam que antes do HIV as identidades sociais reveladas das mulheres pesquisadas mostram que elas têm vínculo afetivo com a figura masculina e acreditam que os afazeres domésticos e cuidado com o outro são suas incumbências. Atualmente, temem o abandono e têm medo de serem julgadas. Nas narrativas referentes logo após à notificação à soropositividade ao HIV, apontaram as identidades maternal, filial e conjugal sobrepostas à identidade soropositiva ao HIV. A adesão à terapia antirretroviral dá-se pela preocupação com o corpo e saúde, por inquietarem-se com os filhos ou outro ente da família. Lamentam por não terem tido preocupação com sua saúde sexual antes de (con)viverem com o HIV ou por confiarem ao extremo em seus companheiros. Nas narrativas das perspectivas futuras dessas mulheres, elas apontam a importância de uma educação sexual preventiva aos jovens e se demonstram mais empoderadas na busca de outros relacionamentos e de conhecimentos e informações relacionadas à saúde sexual. Apontam a importância da ONG como espaço para assumir e discutir a identidade soropositiva ao HIV. As identidades sociais de gênero remetem as mulheres não só às questões negativas, mas também a uma chamada performativa de suas identidades para a reconstrução e vida performativa no processo de reflexão acerca de suas relações sociais no campo afetivo, econômico, social e pessoal. Concluo que as identidades de ser mulher se entrecruzam e que, o processo de construção e reconstrução faz parte do viver. Falar de HIV é falar das relações sociais e práticas sociais entre seres humanos. Além disso, a maneira como falo do outro, muito pode dizer de mim mesmo ou de quais discursos compõem as minhas identidades. Viver é construir e desconstruirmos a nós mesmos a todo tempo.

Palavras-chave: Narrativas autobiográficas. HIV. Identidade de gênero. Mulheres.

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