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Categoria: Educação Especial Produções de Profissionais da Seed: Dissertações
Fazer Download agora!O Autismo e a Educação Especial: o “mundo” de (im)possibilidades para a humanização Popular Versão: PDF
Atualização:  2/3/2017
Descrição:
COSTA, Deise Aparecida Curto da

O presente estudo teve por objetivo analisar a concepção de professores que atuam em Escolas de Educação Básica na Modalidade de Educação Especial sobre autismo e os reflexos desta na educação escolar oferecida aos alunos, no que se refere à sua humanização. Tivemos como embasamento teórico os pressupostos da Psicologia Histórico-Cultural, a qual tem os autores soviéticos Lev Semiónovich Vigotski (1896-1934), Alexander Romanovich Luria (1902-1977) e Alexei Nikolaevich Leontiev (1903-1979) como seus principais representantes. A referida teoria tem a proposição do reconhecimento da totalidade social e histórica para acompreensão do desenvolvimento humano. Para a efetivação desta pesquisa, primeiramente, fizemos um estudo bibliográfico, buscando consistência teórica acerca do autismo, da constituição do psiquismo humano, a relação desenvolvimento e aprendizagem e da defectologia. A outra parte compreendeu a pesquisa empírica, na qual fizemos uso da entrevista como fonte de coleta dos dados. Os sujeitos participantes foram dez professor as que atendem alunos com autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos programas da educação infantil ou séries iniciais do ensino fundamental de cinco escolas de Educação Básica na Modalidade de Educação Especial, localizadas na região norte do Estado do Paraná. Com o estudo, observou-se que existe um despreparo por parte dos professores com relação à teoria e a prática habitual referentes aos alunos com autismo/TEA. Verificou-se que a concepção de alguns profissionais frente ao autismo mostra-se de forma confusa e pautada em conhecimentos cotidianos e em concepções hegemônicas.Isso evidencia que há pouca apropriação dos conceitos fundamentais que primam por uma visão mais crítica no exercício da profissão. O material estudado permitiu concluir que, além da concepção naturalizante ou biologizante do autismo, por parte dos profissionais, estes não têm clareza sobre como esses alunos aprendem e se desenvolvem, bem como sobre a importância efetiva da mediação dos conhecimentos científicos, sistematicamente, elaborados para promovero desenvolvimento de suas funções psíquicas superiores (funções eminentemente humanas) de forma plena. Este é, antes, um problema decorrente da forma como se vem formando os profissionais nas esferas do ensino superior do nosso país e, ainda, da estrutura sobre a qual se organiza a sociedade e suas relações sociais de produção, também expressas na escola, de modo a alienar os profissionais a ela pertencentes.

Palavras-chave: Autismo. Psicologia Histórico-Cultural. Humanização. Educação Especial.

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